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Curso de saboaria artesanal & natural em São Paulo; como foi

Mais um curso de saboaria artesanal & natural foi concluído com sucesso! Foram dois dias de troca, de amizade, de diversão e de aprendizado num ambiente relaxante e surpreendentemente calmo numa linda casa moderna e agradável no meio da capital paulista.

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Os nossos cursos não acontecem com frequência nem com regularidade, mas quando acontecem, é sempre um enorme prazer perceber o quanto mais e mais pessoas estão interessadas no trabalho manual, na arte de fazer algo do zero, algo tão simples quanto um sabonete, mas que é tão essencial no nosso dia a dia. Em algumas pessoas que perceberam que a qualidade do sabonete que usam todo santo dia faz uma diferença no seu bem estar, desperta-se um desejo de tentar fabricar com suas mãos e com ingredientes escolhidos a dedo o seu próprio.

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Não tem como não viver junto com as alunas (elas são sempre maioria esmagadora, e nos últimos dois cursos, não tinha nenhum homem na turma!) a emoção de ver a alquimia se desenrolar diante de seus olhos e com a sua própria participação enquanto artesã, alqimista. Óleo que se transforma em sabão!

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Preciso fazer uma observação… Nas fotos aparecem essas embalagens tetrapak de leite “longa vida” (que para mim não tem nada de vida longa… estes leites já deixaram de ser leite, sem falar nas doenças que causam) que usamos como forma para os blocos de sabão. Até aparece a marca, mas não queremos fazer propaganda nem da marca nem do leite, pois eu sou contra o consumo não só desse tipo de leite mas de qualquer tipo de leite de vaca por saber ser impróprio para o consumo humano. A razão pela qual eu gosto de usar essas embalagens no curso é para demonstrar que não precisamos sair comprando equipamentos e utensílios caros para começar a fabricar os nossos próprios sabonetes. Podemos usar algo reciclável que encontramos por aí, como uma embalagem tetrapak. Entendo que nem todo mundo tem embalagens tetrapak usadas em casa, como é o meu caso, pois quase nunca compro nada que venha nessas embalagens, mas aqui o objetivo é demonstrar a possibilidade de usar a criatividade para produzir sabonetes em casa de forma simples e acessível.

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As cores desses sabonetes são todas de origem natural, dos próprios óleos (azeite de oliva, óleo de buriti, óleo de castanha do brasil, etc.) e outros ingredientes como mel, ervas, argila, aveia, etc. São todas muito lindas e suaves para os nossos olhos. Pena que não dá para transmitir os aromas!received_10205739438444835received_10205739438644840received_10205739437964823

Muito obrigada pela oportunidade de dividir essa experiência com vocês, alunas e leitores. Estou planejando os próximos cursos (não só de saboaria). Fiquem de olho 😉

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Algumas das fotos acima são cortesia da fotógrafa e aluna do curso Cendira Carvalho, a Dida 🙂 Obrigada!

soap #48 The Black Soap

Eu acho que ainda não fiz nenhum post sobre o sabonete mais concorrido da SACHI, o The Black Soap. Essa produção é de anteontem, dia 10/03. Aguardem mais 4 semanas para encontrá-lo na loja online 😉

O óleo de castanha-do-pará é o principal óleo desse sabonete, produzido também com os de palma, palmiste e rícino.

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Ele é feito com carvão de bambu japonês. O bambu é uma planta muito importante no Extremo Oriente, por representar o velho e o novo ao mesmo tempo, a juventude eterna e a longevidade, porque mantem-se intacto e com aspecto de novo ao longo de sua vida. Além de ter esse significado, ele ainda é usado como barreira contra o mal, pois acredita-se que o bambu neutraliza as vibrações nocivas.

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O carvão de bambu tem propriedades bactericidas e é muito utilizado para purificar o ar e a água, como produto anti-mofo e anti-odor.

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Para os cuidados da pele, o carvão de bambu exerce também um papel muito importante, principalmente para peles oleosas e acnéicas. Ele contem importantes minerais como cálcio, kalium, ferro, manganês, entre outros, e tem uma grande capacidade de absorção de células mortas, impurezas e excesso de oleosidade.

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O carvão de bambu em pó que eu uso no Black Soap é ultramicrofino. Por isso, a sua capacidade de absorção é ainda maior. A sensação pós-lavagem é de limpeza profunda, sem deixar a pele ressecada.

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A fragrância desse sabonete foi criada com uma sinergia de puros óleos essenciais de cedro atlas, ylang ylang e laranja doce. O aroma resultante é amadeirado e doce, exótico. Ele é, como um todo, um sabonete bem exótico, pela sua cor e seu aroma, acho que é por isso que faz tanto sucesso. Mas também porque ele realmente é eficiente para purificar a pele e ainda deixá-la sedosa, com uma sensação de maciez. A sua espuma é cinza, por isso, tem gente que o rejeita. É o sabonete do tipo “ame-o ou deixe-o” 😀

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Óleo de Pracaxi

Já ouviu falar no óleo de pracaxi? É mais uma maravilha da Amazônia pouco difundida, mas que todo mundo deveria conhecer. É o óleo que estou usando atualmente nos meus cabelos. Eu coloco três tampinhas desse óleo dentro do frasco do meu creme de pentear que uso depois de lavar o cabelo com shampoo sólido (sabonete de Castanha-do-Pará da SACHI) e fazer a rinsagem de vinagre (farei um post sobre isso em breve!). Meu cabelo é cacheado e muito volumoso e acabei de fazer uma tintura há um mês, mas ele está saudável, bem macio e os cachos ficam bem soltos com essa mistura de creme com o óleo de pracaxi. Conheça você também esse incrível óleo brasileiro.

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“O óleo de pracaxi é a novidade do momento. O seu efeito condicionador devido à formação de uma camada hidrofóbica ao redor da fibra dos fios traz como resultado um brilho e sedosidade nos cabelos!

Embora seu nome não seja tão difundido quanto o de outras espécies da biodiversidade brasileira, o pracaxi (Pentaclethara macroloba) é uma árvore muito conhecida na região da Amazônia, onde suas sementes produzem azeite de cozinha e a madeira pode ser utilizada para fabricar móveis e dormentes de ferrovias. 

Os habitantes da região amazônica fazem uso da casca e do caule contra os efeitos do envenenamento de picadas de cobras e escorpiões. Para isso, eles maceram a casca e aplicam sob a forma de emplastros no local da picada.

As sementes do pracaxi são recolhidas pelas populações amazônicas em rios, praias e igarapés, sendo posteriormente secas ao sol e armazenadas para a comercialização local e prensagem para extração do seu precioso óleo. É uma espécie vegetal que encontra-se distribuída em todo o Brasil Setentrional, Guianas, Trinidad e algumas regiões da América Central. Possui um fruto em forma de vagem com 20 a 25 cm de com-primento, que contém de 4 a 8 sementes. Um quilo de sementes é composto por aproximadamente 35 vagens que contêm cerca de 30% de óleo. É uma árvore leguminosa fixadora de nitrogênio no solo, constituindo uma espécie pioneira que mostra um grande potencial na regeneração florestal e recuperação de áreas degradadas.

Emprego na pele

O óleo de pracaxi se destaca por ser o óleo mais rico em ácido behênico (10-25%) conhecido, cerca de 6 X mais do que o óleo de amendoim. O teor alto de ácido behénico e lignocérico no pracaxi, deixa sobre a pele uma percepção sensorial aveludada e macia, como se ela fosse de ‘‘seda’’. É um verdadeiro ‘‘silicone natural’’ que age mantendo a água nos poros da pele, hidratando, regenerando e protegendo-a, sendo um dos grandes segredos da pele macia dos índios de algumas tribos amazônicas.

Poderoso cicatrizante dermatológico, tornou-se tradicional seu uso entre as populações locais no tratamento de picadas de cobras, cicatrização de úlceras, escaras e higienização da pele em cirurgias, já que estudos recentes têm demonstrado que o óleo de pracaxi tem forte ação antibacteriana, antiviral e antifúngica.

Estudos confirmaram que frações isoladas do óleo de pracaxi constituem importantes compostos bioativos com atividade anti-hemorrágica, confirmando o uso por parte dos povos ribeirinhos da Amazônia do óleo de pracaxi em sangramentos, tratamento de feridas e cicatrização de cortes pós operatórios de pequenas cirurgias. É assim, um poderoso renovador celular, que tem sido empregado na Amazônia em queimaduras e após cesarianas, visando evitar a formação de quelóides e manchas (também age na suavização de manchas escuras causadas por alterações hormonais que ocorrem com frequência durante o período de gravidez). É utilizado na medicina popular contra a erisipela que é uma infecção cutânea causada por bactérias, onde limpa, cura e revitaliza a pele, combatendo inflamações, e também na dermatite e psoríase, onde ajuda no controle do crescimento desordenado das células da pele.

De todos os óleos existentes, o pracaxi está sem dúvida entre os mais poderosos hidratantes para a pele e cabelos, sendo considerado portanto, maravilhoso para prevenção de estrias, especialmente aquelas que costumam aparecer no período de gestação, adolescência, e nos tratamentos de emagrecimento devido ao efeito sanfona.

Contém vitamina e ácidos graxos com propriedades essenciais para produtos anti-rugas com ação antioxidante atuando diretamente sobre as linhas de expressão.  Além disso também existem pesquisas que relatam a atividade inseticida deste óleo (como da andiroba), especificamente contra o mosquito Aedes aegypti, que é o vetor da dengue.

Forma de uso: Puro localmente na quantidade necessária para abranger toda a área. Sem contra-indicações.

Emprego nos cabelos

O Pracaxi é um dos grandes segredos indígenas para ter um cabelo de seda: deixa liso, macio, brilhante, desembaraçado e sem pontas duplas. Ele ajuda a criar uma camada hidrofóbica ao redor da fibra dos fios, protegendo os cabelos do ressecamento causado pelo sol, mantendo a umidade natural do cabelo e controlando o volume.

Na escovação, o pracaxi proporciona um excelente efeito condicionante aos cabelos, facilitando o penteado e garantindo brilho e maciez. Em condicionadores ele é o responsável pelo efeito alisante e devolve a vida aos cabelos danificados por processos químicos. Pode ser combinado com o óleo de argan (1/1), que juntos formam a ‘‘dupla dinâmica’’ no tratamento capilar dos salões mais badalados e caros.

Forma de uso: Antes ou depois da escova desembraça os fios, facilitando o penteado e reduzindo o volume. Previne e trata de pontas duplas além de tornar o cabelo macio como seda. Use para isso uma pequena quantidade na palma das mãos priorizando o comprimento e pontas. Podem ser empregadas 1-2 tampas cheias do óleo em cada 100 gramas de creme condicionador ou máscara capilar.

Texto (organização): Fabian Laszlo (Laszlo Aromaterapia)”

Você pode encontrar este óleo aqui na SACHI.

soap #13 Aveia & Mel Biodinâmico • 9

Produção desse fim de semana que passou.

Um lote do meu clássico sabonete Aveia & Mel Biodinâmico.

Um dos que eu mais gosto de fazer, pelo cheiro doce e floral que preenche o ambiente inteiro!

Este lote já está inteiro vendido. Quem quiser encomendar um lote inteiro de um tipo de sabonete, tem 10% de desconto. Um lote são 36 sabonetes. Entre em contato no sachigs@gmail.com. O prazo de entrega é de 60 dias.

soap #24 Sal Rosa do Himalaia • 9

Então, vou escrever a continuação de ontem.

Como aquele último lote do sabonete de Sal Rosa do Himalaia esgotou quase na velocidade da luz, precisava produzir urgentemente um novo lote. Até porque fiquei super mal de não ter conseguido levar alguns para a Karina, que gentilmente tinha trazido o sal rosa para mim de sua viagem na Alemanha.

Dessa vez, eu usei o sal grosso, justamente esse que veio da Alemanha. Moí os quase 300g no meu moedorzinho manual. Ele é de ótima qualidade, com a parte que mói em cerâmica, mas que dói o punho depois, dói, hahaha 😀 Mas trabalho artesanal é assim mesmo, né? Muito melhor do que ficar sem sal rosa e sem sabonete de sal rosa!

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É tão lindo, esse sal né? Parece umas pedras preciosas.

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Como dá para ver, ele não fica tão finamente moído quanto o que veio já moído no pacote. Eles devem ter um moedor bem mais hi-tech que o meu.

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Não mudei nada na receita nem na fragrância. Continuo com a sinergia de puros óleos essenciais de hortelã-pimenta, alecrim e ho wood.

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A foto acima é de todos os óleos derretidos, misturados e na temperatura certa para iniciar a saponificação.

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O sal é adicionado no final, depois que a massa atingir o ponto do trace.

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24 horas depois…

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Et voilà! Agora é só esperar 4 semanas para os sabonetes completarem o seu período de cura.

Meus sabonetes de sais gourmets

Depois desse meu post falando que o sal rosa do Himalaia estava em falta no mercado, recebi contatos de pessoas que nunca me viram na vida estavam indo viajar dizendo que trariam o sal para mim e também do meu pai, que mora em Tokyo, que imediatamente se dispôs a me mandar o sal para que eu possa continuar produzindo o meu tão amado sabonete! Fiquei muitíssimo surpresa e emocionada com tanta generosidade! Para as que estavam indo viajar e me propôs de trazer o sal, eu agradeci e recusei, porque não me senti bem em ocupar 1 ou 2 kg do espaço da bagagem, que eu sei que são tão preciosos quando a gente viaja, com o tal do sal. Mas a minha querida cliente e leitora do blog Karina trouxe mesmo assim, sem querer nada em troca, 2 kg de sal rosa do Himalaia lá da Alemanha. E o meu pai também mandou de Tokyo, 1 pacote de sal rosa grosso, outro do mesmo sal já moído e um pacote de um outro sal muito raro, que nunca tinha visto antes, o da Mongólia. Muito, muito obrigada! Agradeço também aos que me mandaram dicas de lojas que vendem o sal ou que se propuseram a procurar. Vocês não só me ajudaram como me transmitiram o carinho que sentem pelo que faço, o que para mim é algo precisoso.

o sal rosa do Himalaia grosso que veio da Alemanha e de Tokyo

o sal rosa moído e o sal da Mongólia que vieram de Tokyo

E assim eu pude dar continuidade à produção dos meus sabonetes com sais gourmets! Logo fiz um lote com o sal rosa já moído, para não perder tempo. Aliás, este é o que eu procuro aqui no Brasil, o moído em saco de 1kg. Se alguém souber de algum lugar que esteja vendendo, por favor, me avise, pois vou precisar em breve quando acabarem esses.

sinergia de puros óleos essenciais

A fragrância desse sabonete é muito refrescante e é feita com uma sinergia de óleos essenciais de hortelã-pimenta, alecrim e ho wood.

sal rosa do Himalaia

Quando o sal rosa já vem moído, ele fica mais fininho do que quando eu moo aqui no meu moedor manual.

todos os óleos já derretidos, misturados e na temperatura certa

os óleos saponificados

já nos moldes

a textura da massa com o sal fica assim, parecendo celulite, hahaha

24 horas depois…

o bloco de sabão de sal desenformado e pronto para receber o corte

O sal faz com que o sabão transpire, por isso é que esse sabonete perde água mais rapidamente e fica mais duro que os outros.

o sabonete de Sal Rosa do Himalaia cortado em barras

Depois do corte final, as barras vão para as gavetas de cura, como sempre, para ficarem maturando durante 4 semanas antes de serem embaladas. Essa produção foi em junho e já foi toda vendida.

Depois disso, no final de julho, fiz o sabonete de sal da Mongólia. Este sal é chamado Jamutsudaus (não sei como se escreve em letras romanas, aqui eu reproduzi a pronúncia da escrita em japonês, pois não achei na internet referências do nome desse sal em sites ocidentais. vou pesquisar melhor e se achar alguma coisa, postarei aqui), que significa “sal sagrado”. Ele contem minerais como calcio e ferro e não contem quase nada de magnésio, o que resulta num sal com sabor bastante suave.

a embalagem do sal da Mongólia que veio do Japão, por isso, é tudo escrito em japonês

Através da embalagem, parecia que ele era todo branquinho, mas quando tirei-o e olhei melhor, vi que é uma mistura de cores que vai do branco ao rosa bem suave. Bem mais clarinho que o do Himalaia.

o sal da Mongólia

Assim como o sal do Himalaia, esse é um sal de rocha e tem poder desintoxicante tanto para o organismo quanto para o ambiente. Grandes pedaços de cristal desse sal, alguns pesando até 5kg, são usados como decoração para purificar o ambiente. Não é perfeito para usar como ingrediente de sabnonete para um banho desintoxicante e purificador? Fora a sensação de estar se purificando com um sal que veio de um lugar tão misterioso e exótico quanto a Mongólia. Mesmo para mim, que conheço muitos países da Ásia, a Mongólia permanece ainda um lugar bem distante e desconhecido.

azeite de oliva extravirgem que compõe esse sabonete

todos os óleos derretidos, misturados e na temperatura certa para iniciar a saponificação

sinergia de puros óleos essenciais para criar a fragrância do sabonete

A fragrância desse sabonete foi criada com óleos essenciais de eucalipto, lavanda e limão tahiti. Essa cor esverdeada é do próprio limão, pois o seu óleo essencial é extraído da casca, que é verde.

a massa atinge o ponto “trace” e recebe os óleos essenciais e o sal

a massa já nos moldes

Os moldes com a massa vão para a caixa de isopor e ficam 24 horas no escuro e no quentinho para o processo de saponificação continuar acontecendo.

24 horas depois…

o bloco de sabão de sal da Mongólia desenformado

A surpresa agradável foi, ao desenformar o bloco, ver que ficou com uma ligeira cor esverdeada, por causa do óleo essencial de limão tahiti. Fiquei feliz pela escolha que fiz, pois assim não só diferencia este sabonete do de sal rosa do Himalaia pelo tipo de sal e pelo aroma diferente, mas também pela sua cor. Espero que essa cor permaneça. Pode ser que desapareça devido à alta volatilidade do óleo essencial dos cítricos, mas estou torcendo para que fique pelo menos um pouquinho.

o sabonete Sal da Mongólia cortado em barras

As barras cortadas foram para as gavetas de cura e estão ainda em maturação. Ficam prontas no dia 28/08. Não vejo a hora de experimentar!!

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Eu ia escrever ainda sobre a última produção do sabonete de sal rosa que fiz com o sal grosso que veio da Alemanha, mas como já são 22h35 e já passaram 35 minutos da minha hora de dormir (sim, eu durmo cedíssimo, pois acorodo às 05h50 amanhã), vou deixar para uma outra hora. Espero que em breve! Boa noite 🙂

soap # 42 Geléia Real • 3

Finalmente consigo postar sobre a produção do dia! O sabonete escolhido foi o Geléia Real, que uma amiga já vem pedindo há meses para produzir. Mudei pouca coisa da receita original, troquei o óleo de côco babaçu pelo de côco palmiste e o óleo essencial de pau rosa pelo ho wood.

Esse sabonete é feito com um composto de mel com geléia real. No post do primeiro lote pode ser lido mais detalhes sobre esse alimento da abelha rainha e seus benefícios.

composto de mel com geléia real

a manteiga de cacau dá dureza ao sabonete e ao mesmo tempo deixa a espuma cremosa

todos os óleos e manteiga derretidos, misturados e na temperatura certa para iniciar a saponificação

aqui a massa já atingiu o seu ponto de “trace” e recebeu o mel e o óleo essencial

a massa do sabonete já nos moldes…

…pronta para descansar na caixa de isopor no escuro e quentinho, durante no mínimo 24 horas

Produção: 25/07/2012

Liberado para uso: 22/08/2012

Ingredientes

  1. azeite de oliva extravirgem
  2. óleo de palmiste orgânico
  3. óleo de palma orgânico
  4. manteiga de cacau
  5. composto de mel com geléia real orgânico
  6. água desmineralizada
  7. NaOH
  8. OE ho wood

Não vejo a hora de desenformar esses blocos de sabonete, por causa de seu cheiro doce e amadeirado que vou sentir! Adoro fazer sabonete com mel por isso, fica um cheiro de caramelo irresistível por todo o ambiente.