Ilhéus, a terra do cacau | parte 3

Na sexta-feira, meu terceiro dia em Ilhéus, acordamos novamente bem cedo para ir à fazenda de cacau Leão de Ouro. Pedro e Lúcia tinham muito a percorrer com a equipe para conferir seus cacaueiros. Pedro e eu fizemos o percurso de burro 😀 No caso, como a minha era fêmea, seria uma mula na verdade. Lúcia, mais disposta e incansável, foi a pé.

me deram uma mula chamada Amarelinha 🙂

Revivendo um pouquinho a época que eu praticava equitação, há muuuuito tempo atrás 😀

o burro do Pedro tem pedigree, foi até comprado em leilão!

a Amarelinha é linda e doce

Quando a gente anda nas costas de um animal, a gente acaba se apegando bastante! A Amarelinha é muito fofa 🙂

O Pedro explicou que para percorrer uma fazenda de cacau, o burro é a melhor opção. Por ser toda cheia de árvores, pedras, subidas e descidas, uma máquina não entra de jeito nenhum dentro de uma cabruca. O cavalo também não consegue percorrer muito bem terrenos tão acidentados quanto esses, pois eles costumam escorregar com facilidade. O burro, que é mais baixinho e menos delicado que um cavalo, e ainda ajudado pela sua inteligência, consegue se enfiar por toda a parte, sem grandes problemas. Diz o Pedro que de burro, o burro não tem nada! Aparentemente, o trabalho nas plantações de cacau em Ilhéus nunca vai sofrer a intervenção de máquinas, contanto que continuem com o sistema cabruca. Continuará sempre a ser feito com mãos e pés humanos ajudados pelos burros, como deve ter sido desde o começo dessa cultura.

percorrendo a cabruca com a Amarelinha

uma imagem típica de uma cabruca, com diversas árvores nativas altas fazendo meia-sombra nos cacaueiros, que são esses pés com folhas alongadas na parte de baixo da foto

Pedro, Lúcia e seu técnico Neto observando e discutindo todos os detalhes da plantação

um viveiro de mudas de cacau

imagem digna de um filme 🙂

Retornando do percurso matinal pelas plantações, tivemos novamente um super almoço caseiro maravilhoso com palmito pupunha colhido no dia assado com azeite e orégano, hmmmmmmmmm! Outra iguaria do menu foi a moqueca de siri catado. Tudo muito bom! A sobremesa era uma fruta tão linda chamada pinha, parecida com a fruta-do-conde, mas diferente. Em São Paulo, algumas pessoas chamam a fruta-do-conde de pinha, mas essa pinha é amarela por fora e a parte interna é menos dividida em gomos.

a pinha, prima da fruta-do-conde

a pinha aberta

Antes de deixar a fazenda, passamos pela parte da secagem ao sol das amêndoas de cacau para eu conhecer.

amêndoas de cacau secando ao sol

Esse também é o método mais antigo para essa finalidade, mas provavelmente o mais eficaz. O sol é imbatível na sua função de secar lentamente um alimento. Na verdade, ele não apenas está secando o alimento em questão, mas também energizando-o e vitalizando-o com o seu grande poder inimitável.

Lúcia e eu no meio das amêndoas de cacau secando ao sol

Lúcia e eu carregando nas mãos as amêndoas de cacau

amêndoas de cacau fermentadas e secas ao sol

Mais tarde nesse dia, ao visitar um terreno da região, conhecemos um jeguinho apaixonante!

o encontro com o jeguinho...

a aproximação...

que fofo!

na hora de ir embora, ele ficou olhando pra gente...

e veio até o portão se despedir! muito lindo...

por-do-sol na cidade de Ilhéus

por-do-sol na minha úlitma noite na cidade de Ilhéus

No dia seguinte de manhã bem cedo, me despedi dos meus incríveis anfitriões Pedro e Lúcia, aluguei um carro e fui até Barra Grande passar o fim de semana, para fazer uma coisa que eu estava querendo há tempos; NADA. Fiz exatamente isso durante dois dias, numa pousada à beira da praia de Taipu de Fora, só eu e meus dois livros. Voltei para São Paulo “conhecedora” de cacau e ainda por cima descansada e renovada!

Praia de Taipu de Fora, Barra Grande

o lugar era repleto de coqueiros, mas na pousada não tinha água de coco, achei engraçado!

meu quartinho

fim de tarde

a estrada de volta para Ilhéus é só uma parte assim, de terra. o resto é de asfalto de muito boa qualidade!

saí da pousada bem cedo, as 6 da manhã para pegar o avião em Ilhéus a tempo

a paisagem no caminho é deslumbrante!

Assim terminou minha viagem à Ilhéus, com a esperança de poder voltar em breve. Adorei aprender sobre o cacau, amei conhecer os meus anfitriões e sua fazenda e me maravilhei com a paisagem daquela região. Obrigada!

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2 Respostas para “Ilhéus, a terra do cacau | parte 3

  1. Muito legal seu relato, gosto muio das coisas do campo e da natureza!

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