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Sal de Aguni

Que eu sou louca por sais gourmets e exóticos, acho que quem já leu esse blog algumas vezes já sabe. E que eu uso esses sais não só para temperar minha comida mas igualmente para fazer sabonetes, também não é nenhuma novidade. E se eu passei minhas últimas férias no Japão, era mais do que óbvio que eu iria trazer alguns sais especiais de lá.

Sim, essa é a resposta do post anterior. É um sal. Sal de Aguni. Aguni é uma ilha em Okinawa, a região mais ao sul do Japão. É uma região formada por várias ilhas e é praticamente um outro país, com uma cultura bem distinta. E efetivamente até pouco tempo atrás (século XIX), era um outro país, um reinado, chamado Ryukyu.

Esse é um sal muito especial, desenvolvido por três estudiosos após 20 anos de pesquisa em busca do sal perfeito. Repleto de minerais como magnésio, cálcio, potássio, ferro e fósforo, é produzido a partir da água do mar de cor de esmeralda de Okinawa. Primeiro a umidade é retirada por evaporação com o vento e o calor do sol durante 10 dias, depois durante 30 horas num forno a lenha para depois passar por secagem durante mais 2 semanas, levando ao todo um mês inteiro para a produção. Exatamente o mesmo tempo que leva um sabonete da SACHI para ficar pronto :D

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Esse, realmente, é um sal feito com kodawari. Não consigo pensar numa tradução exata dessa palavra para o Português, mas é algo como “sem concessões”. Assim como é o sabonete da SACHI :D

Como ele não passa por nenhum processo de refino, é um sal mais úmido naturalmente e ainda por cima absorve a umidade do ar por causa da grande proporção de cloreto de magnésio contido nele. Sais marinhos de boa qualidade são assim, úmidos.

Ao elaborar o sabonete que faria com esse sal tão especial, pensei em algo refrescante, mas também não masculino demais. Assim criei uma sinergia de óleos essenciais de eucalipto e de lavanda.

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Usei azeite de oliva extra virgem, um dos melhores óleos para se fazer sabonetes.  Ele contribui para que o sabonete fique suave e hidratante.

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Abaixo é a combinação de todos os óleos já saponificados.

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Ficou uma massa perfeita, cremosa e homogênea, com um aroma de limpeza refrescante. Aliás, lavanda vem da palavra lavare, em Latim.

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A produção foi no dia 16/02. No dia seguinte, foi desenformado e cortado em barras. Agora as barras estão descansando no escuro para ficarem mais duras na consistência e mais suaves para a pele. Ficam prontas por volta do dia 16 de março. Quem se interessar para comprar, espero a sua visita lá na loja online. Esse é um sabonete que promete esgotar bem rápido, como foi com o Sal da Mongólia. É edição limitadíssima, pois só trouxe um saquinho desse sal ;-)

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soap #13 Aveia & Mel Biodinâmico • 9

Produção desse fim de semana que passou.

Um lote do meu clássico sabonete Aveia & Mel Biodinâmico.

Um dos que eu mais gosto de fazer, pelo cheiro doce e floral que preenche o ambiente inteiro!

Este lote já está inteiro vendido. Quem quiser encomendar um lote inteiro de um tipo de sabonete, tem 10% de desconto. Um lote são 36 sabonetes. Entre em contato no sachigs@gmail.com. O prazo de entrega é de 60 dias.

Meus sabonetes de sais gourmets

Depois desse meu post falando que o sal rosa do Himalaia estava em falta no mercado, recebi contatos de pessoas que nunca me viram na vida estavam indo viajar dizendo que trariam o sal para mim e também do meu pai, que mora em Tokyo, que imediatamente se dispôs a me mandar o sal para que eu possa continuar produzindo o meu tão amado sabonete! Fiquei muitíssimo surpresa e emocionada com tanta generosidade! Para as que estavam indo viajar e me propôs de trazer o sal, eu agradeci e recusei, porque não me senti bem em ocupar 1 ou 2 kg do espaço da bagagem, que eu sei que são tão preciosos quando a gente viaja, com o tal do sal. Mas a minha querida cliente e leitora do blog Karina trouxe mesmo assim, sem querer nada em troca, 2 kg de sal rosa do Himalaia lá da Alemanha. E o meu pai também mandou de Tokyo, 1 pacote de sal rosa grosso, outro do mesmo sal já moído e um pacote de um outro sal muito raro, que nunca tinha visto antes, o da Mongólia. Muito, muito obrigada! Agradeço também aos que me mandaram dicas de lojas que vendem o sal ou que se propuseram a procurar. Vocês não só me ajudaram como me transmitiram o carinho que sentem pelo que faço, o que para mim é algo precisoso.

o sal rosa do Himalaia grosso que veio da Alemanha e de Tokyo

o sal rosa moído e o sal da Mongólia que vieram de Tokyo

E assim eu pude dar continuidade à produção dos meus sabonetes com sais gourmets! Logo fiz um lote com o sal rosa já moído, para não perder tempo. Aliás, este é o que eu procuro aqui no Brasil, o moído em saco de 1kg. Se alguém souber de algum lugar que esteja vendendo, por favor, me avise, pois vou precisar em breve quando acabarem esses.

sinergia de puros óleos essenciais

A fragrância desse sabonete é muito refrescante e é feita com uma sinergia de óleos essenciais de hortelã-pimenta, alecrim e ho wood.

sal rosa do Himalaia

Quando o sal rosa já vem moído, ele fica mais fininho do que quando eu moo aqui no meu moedor manual.

todos os óleos já derretidos, misturados e na temperatura certa

os óleos saponificados

já nos moldes

a textura da massa com o sal fica assim, parecendo celulite, hahaha

24 horas depois…

o bloco de sabão de sal desenformado e pronto para receber o corte

O sal faz com que o sabão transpire, por isso é que esse sabonete perde água mais rapidamente e fica mais duro que os outros.

o sabonete de Sal Rosa do Himalaia cortado em barras

Depois do corte final, as barras vão para as gavetas de cura, como sempre, para ficarem maturando durante 4 semanas antes de serem embaladas. Essa produção foi em junho e já foi toda vendida.

Depois disso, no final de julho, fiz o sabonete de sal da Mongólia. Este sal é chamado Jamutsudaus (não sei como se escreve em letras romanas, aqui eu reproduzi a pronúncia da escrita em japonês, pois não achei na internet referências do nome desse sal em sites ocidentais. vou pesquisar melhor e se achar alguma coisa, postarei aqui), que significa “sal sagrado”. Ele contem minerais como calcio e ferro e não contem quase nada de magnésio, o que resulta num sal com sabor bastante suave.

a embalagem do sal da Mongólia que veio do Japão, por isso, é tudo escrito em japonês

Através da embalagem, parecia que ele era todo branquinho, mas quando tirei-o e olhei melhor, vi que é uma mistura de cores que vai do branco ao rosa bem suave. Bem mais clarinho que o do Himalaia.

o sal da Mongólia

Assim como o sal do Himalaia, esse é um sal de rocha e tem poder desintoxicante tanto para o organismo quanto para o ambiente. Grandes pedaços de cristal desse sal, alguns pesando até 5kg, são usados como decoração para purificar o ambiente. Não é perfeito para usar como ingrediente de sabnonete para um banho desintoxicante e purificador? Fora a sensação de estar se purificando com um sal que veio de um lugar tão misterioso e exótico quanto a Mongólia. Mesmo para mim, que conheço muitos países da Ásia, a Mongólia permanece ainda um lugar bem distante e desconhecido.

azeite de oliva extravirgem que compõe esse sabonete

todos os óleos derretidos, misturados e na temperatura certa para iniciar a saponificação

sinergia de puros óleos essenciais para criar a fragrância do sabonete

A fragrância desse sabonete foi criada com óleos essenciais de eucalipto, lavanda e limão tahiti. Essa cor esverdeada é do próprio limão, pois o seu óleo essencial é extraído da casca, que é verde.

a massa atinge o ponto “trace” e recebe os óleos essenciais e o sal

a massa já nos moldes

Os moldes com a massa vão para a caixa de isopor e ficam 24 horas no escuro e no quentinho para o processo de saponificação continuar acontecendo.

24 horas depois…

o bloco de sabão de sal da Mongólia desenformado

A surpresa agradável foi, ao desenformar o bloco, ver que ficou com uma ligeira cor esverdeada, por causa do óleo essencial de limão tahiti. Fiquei feliz pela escolha que fiz, pois assim não só diferencia este sabonete do de sal rosa do Himalaia pelo tipo de sal e pelo aroma diferente, mas também pela sua cor. Espero que essa cor permaneça. Pode ser que desapareça devido à alta volatilidade do óleo essencial dos cítricos, mas estou torcendo para que fique pelo menos um pouquinho.

o sabonete Sal da Mongólia cortado em barras

As barras cortadas foram para as gavetas de cura e estão ainda em maturação. Ficam prontas no dia 28/08. Não vejo a hora de experimentar!!

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Eu ia escrever ainda sobre a última produção do sabonete de sal rosa que fiz com o sal grosso que veio da Alemanha, mas como já são 22h35 e já passaram 35 minutos da minha hora de dormir (sim, eu durmo cedíssimo, pois acorodo às 05h50 amanhã), vou deixar para uma outra hora. Espero que em breve! Boa noite :)

soap # 42 Geléia Real • 3

Finalmente consigo postar sobre a produção do dia! O sabonete escolhido foi o Geléia Real, que uma amiga já vem pedindo há meses para produzir. Mudei pouca coisa da receita original, troquei o óleo de côco babaçu pelo de côco palmiste e o óleo essencial de pau rosa pelo ho wood.

Esse sabonete é feito com um composto de mel com geléia real. No post do primeiro lote pode ser lido mais detalhes sobre esse alimento da abelha rainha e seus benefícios.

composto de mel com geléia real

a manteiga de cacau dá dureza ao sabonete e ao mesmo tempo deixa a espuma cremosa

todos os óleos e manteiga derretidos, misturados e na temperatura certa para iniciar a saponificação

aqui a massa já atingiu o seu ponto de “trace” e recebeu o mel e o óleo essencial

a massa do sabonete já nos moldes…

…pronta para descansar na caixa de isopor no escuro e quentinho, durante no mínimo 24 horas

Produção: 25/07/2012

Liberado para uso: 22/08/2012

Ingredientes

  1. azeite de oliva extravirgem
  2. óleo de palmiste orgânico
  3. óleo de palma orgânico
  4. manteiga de cacau
  5. composto de mel com geléia real orgânico
  6. água desmineralizada
  7. NaOH
  8. OE ho wood

Não vejo a hora de desenformar esses blocos de sabonete, por causa de seu cheiro doce e amadeirado que vou sentir! Adoro fazer sabonete com mel por isso, fica um cheiro de caramelo irresistível por todo o ambiente.

soap #6 Erva-doce • 2

Estou super em falta com o meu querido blog! Me dei conta de que o último post foi sobre um sabonete que fiz em junho!! E já estamos entrando no mês de novembro! Todo ano é a mesma coisa, mas como passa rápido! Vou tentar aos poucos tirar o atraso.

Fiz um segundo lote de um sabonete que tinha feito lá no comecinho, o Erva-doce.

Fiz um óleo infuso com sementes de erva-doce no azeite de oliva extravirgem, que ficou macerando durante meses. Esse azeite foi coado e usado para fazer esse sabonete.

O aroma que as sementes transfere para o óleo não é o suficiente para aromatizar o sabonete, pois é sutil demais. Por isso, acrescentei uma sinergia de óleos essenciais de erva-doce, laranja doce e palmarosa, uma combinação que ficou realmente muito boa. É uma mistura herbal, floral e de fruta. Perfeita!

Produção: 30/06/2011

Liberado para uso: 28/07/2011

Ingredientes

  1. azeite de oliva extravirgem macerado com sementes de erva-doce
  2. óleo de palma orgânico
  3. óleo de palmiste orgânico
  4. óleo de rícino
  5. manteiga de cacau
  6. água desmineralizada
  7. NaOH
  8. OE erva-doce
  9. OE laranja doce
  10. OE palmarosa
  11. sementes de erva-doce
  12. GSE (extrato de semente de grapefruit)

Esse sabonete já esgotou… e ainda não fiz um novo lote dele, apesar do seu sucesso, mas em breve farei!

soap #7 Chá Verde • 4

Este é o quarto lote do meu sabonete Chá Verde. Mais uma vez, quis fazê-lo em duas camadas, mas dessa vez queria que a diferença dos dois tons do verde ficasse mais nítida. A solução foi aumentar a quantidade do óleo de abacate que entraria só na segunda camada.

Primeiro, o azeite de oliva extra virgem macerado com chá verde orgânico foi coado. Olha como fica linda a cor do azeite. É a clorofila do chá verde que se transferiu para o óleo no período de mais de um mês que ficou em maceração. Isso dá uma cor linda no sabonete, além de receber também os valiosos benefícios do chá verde para a pele. Ele contem catequina, um antioxidante natural que ajuda a retardar o envelhecimento. Dizem também que o chá verde como ingrediente de cosméticos ajuda a clarear manchas, previne contra a acne, é anti-séptico e adstringente e ainda ajuda a equilibrar peles oleosas.

Esse azeite com propriedades do chá verde foi misturado com outros óleos, menos o de abacate, e saponificado. Fica com essa cor verde bem clarinha da foto abaixo.

Metade dessa massa foi colocada nos moldes e mantida aquecida na caixa de isopor. Em seguida eu preparei a segunda camada, que foi apenas acrescentar o óleo de abacate. Olha a cor verde intensa desse óleo, que foi extraído artesanalmente da polpa do abacate pelo calor do sol. Amo esse óleo! Uso-o puro no lugar do hidratante. Seus benefícios são tantos, que precisaria fazer um post só dele, mas tem aqui um texto que explica bem suas propriedades. Quem quiser adquirí-lo, entre em contato comigo pela área de comentários ou compre pelo site (ele fica no final da lista, depois dos óleos essenciais).

Além de tingir a segunda camada com um verde mais intenso, temos um sabonete super hidratante como resultado.

A fragrância desse sabonete é uma sinergia de óleos essenciais de gengibre, eucalipto e limão siciliano. Adorei essa mistura. Gengibre e limão, já sabia que super combinam. Mas o eucalipto foi uma nova tentativa e funcionou muito bem.

Mais uma super vantagem desse molde de acrílico; dá para ver o miolo do sabonete. Isso é ótimo para quando se faz sabonetes mais decorados. Eu não faço muito, o máximo que fiz até agora foi assim, em duas camadas, mas me deu vontade de fazer mais, com essa vantagem de poder ver como está ficando através do acrílico.

Produção: 06/05/2011

Liberado para uso: 04/06/2011

Ingredientes

  1. azeite de oliva extra virgem macerado com chá verde
  2. óleo de rícino
  3. óleo de abacate extra virgem orgânico
  4. óleo de palmiste orgânico
  5. óleo de palma orgânico & kosher
  6. água desmineralizada
  7. NaOH
  8. OE gengibre
  9. OE eucalipto globulus
  10. OE limão siciliano
  11. oleoresina de alecrim

Confesso que fiquei emocionada ao desenformar esse sabonete :D

Ele já passou pelo seu período de maturação e pode ser adquirido aqui (se ele não estiver mais na lista de sabonetes da loja quando você entrar na página, é porque já esgotou; aguarde a próxima leva!).

soap #47 Afrodite

Chegaram os meus moldes de acrílico japoneses!!!!!!! Além de lindos, eles são funcionalmente perfeitos! É ultra fácil de desenformar o sabonete, facílimo também de lavar, muito úteis as marcações a cada meio centímetro de altura e tiveram ainda o cuidado de deixar os cantos e bordas do acrílico arredondados para não machucar. Extremamente bem feitos.

Como estou escrevendo esse post com atraso, já faz uns 2 meses que venho usando esses moldes. Desde que comecei a fazer sabonetes há 1 ano e meio, já experimentei moldes de tetrapak (caixa de leite reciclada), de silicone, de PVC, de madeira e agora esse de acrílico. Os três primeiros, posso dizer que para mim não servem. O de acrílico só perde para o de madeira num ponto, porque é frio e não retem tão bem o calor quanto o de madeira. Mas fora isso, não precisa forrar com papel manteiga (só precisa passar filme de plástico em cima e em baixo), o formato do sabonete fica super reto e é muito prático.

Afrodite é a deusa grega do amor. Ela é uma deusa bem mais complexa do que simplesmente isso, pois tem várias facetas. Mas uma delas é essa, de deusa do amor e da beleza corporal e uma das cores que a representam é o vermelho. A argila vermelha, que contem um elevado teor de ferro, entra aqui para colorir este sabonete que recebeu o nome da deusa.

Essa argila vermelha é um pouco mais grossa do que as outras argilas, por isso, o sabonete fica mais esfoliante.

A fragrância desse sabonete é uma sinergia de óleos essenciais de ylang ylang, regido por Afrodite e tem um aroma exótico e sensual, e limão siciliano. Gosto muito de combinar o ylang ylang, que tem um aroma muito doce e para algumas pessoas um pouco enjoativo (não para mim, eu adoro), com um óleo essencial cítrico, para equilibrar e acrescentar um pouco de frescor.

Essa cor avermelhada é do ylang ylang. Bonito né?

Dessa vez, eu usei pela primeira vez um outro antioxidante. Geralmente eu uso oleoresina de alecrim, mas quis experimentar o super CO2 de alecrim. É um líquido viscosíssimo e não passava pelo conta-gotas que vem acoplado no frasco. Tive que tirar o conta-gotas e foi um pouco difícil de dosar. Acho que coloquei um pouco a mais do que deveria. A concentração necessária desse antioxidante é de apenas 0,02 – 0,05% nas gorduras saturadas e 0,1 – 0,2 % nas gorduras poliinsaturadas. Aparentemente a sua ação antioxidante é mais potente que a vitamina E e o BHT (conservante tóxico) e o melhor, é natural e orgânico.

Achei que tinha encontrado o antioxidante da minha vida, mas aconteceu algo inesperado. Ao acrescentar a lixívia nos óleos, a massa começou a ficar com uma coloração avermelhada!

A única causa possível era o CO2 de alecrim, pois estava usando apenas óleos já conhecidos (azeite de oliva, palma, palmiste e rícino) e que dariam uma massa cor de creme, um pouco amarelada. Nossa, eu pensei, ainda bem que a intenção era fazer um sabonete vermelho, que boa coincidência!

Olha como ingredientes novos e desconhecidos sempre podem trazer surpresas, agradáveis ou não. Mas eu diria que essa é a graça dessa ativiade, porque sem surpresas, ficaria chato.

Bom, mas nesse caso, ainda bem que depois entrou a argila vermelha e que ficou tudo bem. Até porque, dessa vez eu estava fazendo uma quantidade bem maior do que o habitual, o dobro. Seria bem ruim se a intenção fosse, por exemplo, fazer um sabonete bem branquinho e acontecesse isso!

A foto acima é a massa já com a argila.

Produção: 02/05/2011

Liberado para uso: 30/06/2011

Ingredientes:

  1. azeite de oliva extra virgem
  2. óleo de rícino
  3. óleo de palmiste orgânico
  4. óleo de palma orgânico & kosher
  5. água desmineralizada
  6. NaOH
  7. argila vermelha
  8. OE ylang ylang
  9. OE limão siciliano
  10. CO2 alecrim

Olha a perfeição dessa quina! :D

As minhas gavetas de secagem são as que eu usava para secar fotografias que eu mesma revelava e ampliava no meu laboratório, que hoje virou depósito de material para sabonetes.

Eles ficam aqui no escurinho durante 4 semanas antes de serem embalados. Isso permite que eles sequem e terminem o seu processo de saponificação e de neutralização do agente alcalino. No meio do período, eu viro os sabonetes para que a parte que ficou para baixo possa respirar também. É durante todo esse processo que a glicerina natural nasce e se forma dentro do sabonete. Que coisa mais incrível que o ser humano inventou, o sabão! Pena que essa arte foi esquecida e hoje a maioria dos sabonetes não passam de agressivos detergentes camuflados com aromas fortes e sintéticos.

Mas felizmente há pessoas que decidiram resgatar o bom e velho sabão natural e sou feliz por ser uma delas. Espero que o número dessas pessoas aumente cada vez mais :)

Voltando ao sabonete Afrodite, ele já secou, maturou e pode ser adquirido aqui (se ele não estiver mais na lista de sabonetes da loja quando você entrar na página, é porque já esgotou; aguarde a próxima leva!).